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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

La Torre de los Ingleses


Essa é a Torre dos Ingleses, uma doação de residentes britânicos em comemoração do centenário da Revolução de Mayo (um dos milhares de manifestos argentinos, mas esse foi para se emancipar da coroa espanhola)...

Si esa torre hablasse.... huahuuahauhahua

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Não, não tirei fotos!

Vivi do dia 4 ao dia 16 em Buenos Aires e tenho retratado muita coisa na minha mente. Não que eu não ache bonito manter um album de fotos de uma viagem... É legal “olha, fui para Argentina, tenho fotos! Vamos ver e ser feliz”... mas preferi fazer dessa viagem um aprendizado. Aprender que sim, os argentinos são cheios de si. Os porteños tem sua personalidade própria: Falam rápido, são activos e tem uma forma de falar diferente de... todo o resto da Argentina e nações que falam em espanhol...

Mas no fundo, são amáveis, mesmo quando relatam sobre peruanos e bolivianos com um ar racista notável nas expressões dos seus olhos. São civilizados, mesmo com o excesso de guerrilhas internas e repressoes intermináveis. Tem otimas comidas, mesmo quando sabemos que o Asado é nada mais que o Churrasco servido na mesa, o choripan é pão com carne de porco e o pancho é nada mais que um hot-dog. São criativos, mesmo mudando o nome do Homer para Homero e tratar isso com naturalidade.

Buenos Aires estará sempre no meu coração. Mesmo que em poucas fotos, terei sempre muita história pra contar. Como de ser chamado por Bernabé de brasileño cliché, ir a Casa Rosada e ver que até ela tem umidade, tomar chuva no Porto-Madeiro ás 2h da manhã e ainda estudar no dia seguinte, tomar mate, saber que tem argentinos que conhecem Marli, Fernet com Coca-Cola é uma mistura maravilhosa, Dançar MariMar e Santo Santo na balada é tendencia de vida, comprar DVDs como se comprasse Alfajores, usar o Portuspaningles para se comunicar é uma saída mas não a solução, saber que os cariocas não entendem o comercial do Fiat EcoSport na hora que eles falam que “Lombada é jacaré...”, conhecer um pouco sobre a Villa Ocampo, saber que os argentinos são belos e metidos, saber que a Tocha de San Martin apaga SIM e ninguém morre por isso, conhecer pessoas famosas e não dar a mínima, aprender musicas das Chiquititas e saber que o clipe do Tudo tudo tudo foi gravado na plaza de Mayo, perceber que “Olha a onda” virou febre nacional, saber que fotos de Hostel NUNCA RETRATAM A REALIDADE do mesmo... Enfim, muita coisa para lembrar dessa viagem única.

Ah, claro, devo também saudar todas as pessoas que conheci por la: Bernabé y Fernando (esse porteños foram as pessoas mais importantes, que me mostraram a Buenos Aires de verdade, sem mitos e lendas..) Ailton (quanta simpatia, inteligencia e simplicidade em uma só pessoa!!!), a chilena simpática, as doidas Mari e Lica, Arold, o Alemão que gosta de The Editors... Gente de toda parte! Muitos levarei no coração e quero mantér contato!

Em especial agradeço a Berna, esse porteño que gosta de Eurovision e escuta radios suécas, que foi um grande amigo em todos os momentos!! Gracias por toda la atencion y paciencia con el brasileño cliché! Yo voy extrañarte mucho!!!

Mas tudo o que é doce acaba rápido...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Desesperadamente eu grito em português

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português
Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
Um tango argentino me vai bem melhor que o blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73

Eu quero que esse canto torto
Feito faca corte a carne de vocês